Roma
- Civilizacao romana foi de 753 a.C. — 476 d.C.
- Imperio romano foi de 27 a.C a 395 d.C
Resumo
Roma Antiga foi uma civilização itálica que surgiu no século VIII a.C. Localizada ao longo do mar Mediterrâneo e centrada na cidade de Roma, na península Itálica, expandiu-se para se tornar um dos maiores impérios do mundo antigo, com uma estimativa de 50 a 90 milhões de habitantes (cerca de 20% da população global na época) e cobrindo 6,5 milhões de quilômetros quadrados no seu auge entre os séculos I e II.
Principais eventos
- 753 a.C.: Diz a lenda que a cidade foi fundada por Rómulo e Remo, filhos de Reia Sílvia com o deus Marte. Usando um arado, ele desenhou os limites de Roma. No começo, a cidade era governada por um rei.
- 509 a.C.: A cidade se dividia entre os patrícios e plebeus. Uma revolta patrícia depôs o rei Tarquínio, o Soberbo, último rei de origem etrusca) e a monarquia acabou. Início da República Romana. Os etruscos começam a entrar em declínio.
- 471 a.C.: Criação do cargo de Tribuno da Plebe.
- 450 a.C.: Promulgação da Lei das XII Tábuas.
- 367 a.C.: Lex Licinia Sextia - Os plebeus conseguem acesso ao cargo de cônsul.
- 326 a.C.: Surgiram as primeiras grandes obras: o Circo Máximo; o primeiro aqueduto, que distribuía água para toda a cidade, e a Via Ápia, uma grande estrada que permitia a movimentação de tropas.
- 275 a.C.: Começou o período de conquistas. Roma dominou as cidades gregas do sul da península Itálica, dominando-a por inteiro.
- 218 a.C.: O maior inimigo de Roma, a cidade de Cartago, do norte da África, invadiu a península Itálica. O comandante Aníbal venceu três grandes batalhas.
- 149 a.C.: Depois de ocupar a Península Ibérica e derrotar Aníbal, Roma destruiu Cartago. A cidade ficou em ruínas. No mesmo ano, as tropas romanas conquistaram a Grécia. Em 133 a.C., assumiu o controle total do mar Mediterrâneo.
- 104 a.C.: Consulado de Caio Mário.
- 81 a.C.: Ditadura de Sila.
- 73 a.C.: O gladiador Espártaco liderou uma rebelião de escravos, que construíram uma vila aos pés do monte Vesúvio. Ele venceu o exército romano sete vezes, antes de ser derrotado.
- 63 a.C.: Roma passou a controlar Jerusalém, ao anexar o Reino da Judeia.
- 59 a.C.: Dois generais inimigos Júlio César e Pompeu se uniram ao rico comerciante Marco Licínio Crasso e passaram a chefiar o governo - Primeiro Triunvirato.
- 49 a.C.: Quando Crasso morreu, os dois generais entraram em guerra. César venceu e se declarou ditador.
- 47 a.C.: César invadiu o Egipto e proclamou Cleópatra como rainha.
- 45 a.C.: O ditador contratou o astrônomo egípcio Sosígenes para criar um novo calendário de 12 meses (calendário Juliano).
- 44 a.C.: César foi assassinado por um complô do senado, liderado por seu sobrinho e filho adotivo Bruto. Ao descobrir a conspiração, ele teria dito ao traidor a famosa frase: “Até tu, Bruto, meu filho?”.
- 43 a.C.: Segundo Triunvirato.
- 31 a.C.: Eleito seu sucessor, Otaviano lutou contra os generais romanos para assumir o poder.
- 30 a.C.: Derrotada em seu complô ao lado de Marco Antônio para derrotar Otaviano. Cleópatra cometeu suicídio e o Egipto foi anexado ao Império Romano.
- 27 a.C.: Em 27 a.C., Otaviano recebeu o título de Augusto. Nos 41 anos de seu reinado, Otaviano acabou com um século de conflitos e iniciou um período de 200 anos de paz e prosperidade, a chamada Pax Romana. Data convencionada pelos historiadores como início do - Imperio romano foi de 27 a.C a 395 d.C.
- 1 d.C.: Jesus Cristo nasceu em Belém, na Judéia. Nesta época, o império tinha cinco milhões de habitantes.
- 33: Morre Jesus Cristo em Jerusalém, crucificado.
- 37: Com a morte do imperador Tibério, assumiu em seu lugar Calígula. Ele nomeou seu cavalo Incitato senador do império e mandou esculpir sua própria cabeça em todas as estátuas de deuses de Roma. Foi assassinado quatro anos depois.
- 64: Incêndio de Roma. Uma das versões sobre as causas do incêndio aponta o próprio imperador Nero, que culpou os cristãos.
- 70: O imperador Tito destruiu Jerusalém. Os judeus fugiram e se espalharam para a Armênia, o Iraque, o Irã, o Egito, a península Itálica, a Grécia e a Península Ibérica. O Segundo Templo foi destruído.
- 24/8/79: O vulcão Vesúvio entrou em erupção e soterrou as cidades de Pompeia e Herculano durante o reinado de Tito.
- 117: Sob o governo de Trajano, Roma conquistou a Britânia e alcançou sua maior extensão territorial, englobando o sul da Europa, o Mediterrâneo, o Egito, o Norte da África, a Gália, parte da Germânia, Mesopotâmia e atuais Bulgária, Romênia, Grécia e Turquia. Ver província romana.
- 126: Sob o governo de Adriano foi concluída a muralha, entre a Britânia e o território dos pictos, um pouco ao sul da atual fronteira entre Inglaterra e Escócia.
- 193-285: Crise do século terceiro.
- 212: O imperador Caracala fez a Constitutio Antoniniana (também conhecida como Édito de Caracalla, ou Édito de 212, na qual concedia a cidadania romana a todos os habitantes livres do império.
- 303: Com o número de cristãos atingindo 15 milhões dos 60 milhões de habitantes de império: 25% da população escrava, plebeia e até parte da elite, sobretudo em Roma, partes da África e da Ásia, Diocleciano (último imperador pagão) promoveu uma nova grande perseguição.
- 313: Com o Édito de Milão, o imperador Constantino I acabou com a perseguição aos cristãos e declarou que o império não tem mais uma religião oficial.
- 330: O imperador Constantino I reconstruiu a cidade grega de Bizâncio (atual Istambul), como uma “Nova Roma”. A cidade passou a ser conhecida como Constantinopla.
- 337: Depois da morte de Constantino, seus três filhos governaram o império a partir de Constantinopla, Augusta dos Tréveros (atual Tréveris) e Mediolano (atual Milão).
- 395: Morte do imperador Teodósio I, último a governar o império unificado. Seus filhos Flávio Augusto Honório e Arcádio, governaram respectivamente o Império Romano do Ocidente e o Império Romano do Oriente.
- 410: Saque de Roma pelos visigodos.
- 452: Liderado por Átila, os hunos invadiram a península Itálica, mas não chegaram a Roma.
- 455: Os vândalos, germanos que migraram para o sul, instalados no norte da África (actuais Líbia, Marrocos e Tunísia), saquearam Roma.
- 476: Odoacro, líder dos bárbaros germânicos Hérulos derrubou Rômulo Augusto, o último imperador romano, então com 15 anos de idade. Os historiadores em geral consideram este evento como o fim do Império Romano do Ocidente e o início da Idade Média. O Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla, ainda duraria quase mil anos, até 1453.
- 1453: Os turcos otomanos (povos de origem nómade da Ásia Central) invadiram Constantinopla (actual Istambul) e derrubaram o Império Romano do Oriente ou Império Bizantino.
Lideres da Republica
| Líder | Início | Fim |
|---|---|---|
| Lúcio Júnio Bruto | 509 a.C. | 509 a.C. |
| Públio Valério Publícola | 509 a.C. | 504 a.C. |
| Tito Lárcio (Primeiro Ditador) | 501 a.C. | 500 a.C. |
| Aulo Postúmio Albo | 499 a.C. | 496 a.C. |
| Espúrio Cássio | 502 a.C. | 486 a.C. |
| Cincinato (Ditador) | 458 a.C. | 457 a.C. |
| Ápio Cláudio (Decênviro) | 451 a.C. | 449 a.C. |
| Marco Fúrio Camilo | 396 a.C. | 365 a.C. |
| Quinto Fábio Máximo | 233 a.C. | 203 a.C. |
| Cipião Africano | 205 a.C. | 184 a.C. |
| Catão, o Velho | 195 a.C. | 149 a.C. |
| Tibério Graco | 133 a.C. | 132 a.C. |
| Caio Graco | 123 a.C. | 121 a.C. |
| Caio Mário | 107 a.C. | 86 a.C. |
| Sula | 82 a.C. | 79 a.C. |
| Pompeu Magno | 70 a.C. | 48 a.C. |
| Marco Licínio Crasso | 70 a.C. | 53 a.C. |
| Júlio César | 59 a.C. | 44 a.C. |
| Marco Antônio | 44 a.C. | 30 a.C. |
| Marco Emílio Lépido | 44 a.C. | 36 a.C. |
Julio Cesar
Caio Júlio César foi um patrício, líder militar e político romano. Desempenhou um papel crítico na transformação da República Romana no Império Romano. Muito da historiografia das campanhas militares de César foi escrita por ele próprio ou por fontes contemporâneas dele, a maioria, cartas e discursos de Cícero e manuscritos de Salústio. Sua biografia foi posteriormente melhor escrita pelos historiadores Suetônio e Plutarco. César é considerado por muitos acadêmicos como um dos maiores comandantes militares da história.
Nascido em uma família patrícia de pequena influência, César foi galgando seu lugar na vida pública romana. Em 60 a.C., ele e os políticos Crasso e Pompeu formaram uma aliança (o Primeiro Triunvirato) que acabou dominando a política romana por anos. Suas tentativas de manter-se no poder através de táticas populistas enfrentavam resistência das classes aristocráticas conservadoras do senado romano, liderados por homens como Catão e Cícero. César conquistou boa reputação militar e dinheiro durante as Guerras Gálicas (58–50 a.C.), expandindo os domínios romanos para o norte até o Canal da Mancha, anexando a Gália (atual França), e no leste até o Reno (dentro da atual Alemanha). Ele também se tornou o primeiro general romano a lançar uma incursão militar na Britânia.
Suas conquistas lhe deram enorme poderio militar e respeito, que acabou ameaçando a posição do seu companheiro político, e agora rival, Pompeu Magno. Este último havia mudado de lado, após a morte de Crasso em 53 a.C., e agora apoiava a ala conservadora do senado. Com a guerra na Gália encerrada, os senadores em Roma exigiram que César dispensasse seu exército e retornasse à capital. Recusou-se a obedecer e em 49 a.C. cruzou o rio Rubicão com suas legiões, entrando armado na Itália (em violação da lei romana que impedia um general de marchar em Roma). Isso precipitou uma violenta guerra civil, que terminou com uma vitória de César, com ele assumindo poder total na República.
Em 49 a.C., César assumiu o comando em Roma como um ditador absoluto. Ele iniciou então uma série de reformas sociais e políticas, incluindo a criação do calendário juliano. Continuou a centralizar o poder e a burocracia da República pelos anos seguintes, dando a si mesmo grande autoridade. Porém a ferida da guerra civil ainda estava aberta e a oposição política em Roma começou a conspirar para derrubá-lo do poder. As conspirações culminaram nos Idos de Março em 44 a.C. com o assassinato de César por um grupo de senadores aristocratas liderados por Marco Júnio Bruto. Sua morte precipitaria uma nova guerra civil pelos espólios do poder e assim o governo constitucional republicano nunca foi totalmente restaurado. O seu sobrinho-neto, Caio Otaviano, foi feito seu herdeiro em testamento. Em 27 a.C., o jovem passaria para a história como Augusto, o primeiro imperador romano, adotando o título de César e reivindicando para si o seu legado político.
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